Meu jeito de fazer amizades: reciprocidade #007

A maturidade me ensinou a balancear meus relacionamentos interpessoais com a reciprocidade. 

Eu sempre fui uma pessoa colaborativa que gosta de ajudar as pessoas. Mas tem pessoas no mundo que apenas querem sugar de você e que não se importam contigo, apenas visam o que você pode oferecer a elas. 

Perdi o medo de ficar sozinho e comecei a usar a reciprocidade como um termostato. O que coloquei em prática:

- Se eu chamo alguém para sair, para algum evento. Espero que na próxima vez eu seja o convidado. Se não me chamar, não mandar mensagem, não nutrir essa relação, eu simplesmente perco o contato. 

- Se eu ajudo a pessoa indicando materiais para fazer um curso, faculdade, um concurso público, e se a pessoa não se move para mudar de vida, também não ajudo mais.  

- Cansei de ser o "bonzinho", sempre ajudando as pessoas a formatar um celular, computador, ensinando uma fórmula de Excel. No meu trabalho eu faço a minha função que sou pago para fazer e tchau. Se alguém me ajuda, posso ajudar de volta em algo como contribuição, se não, não conte comigo. Muitas coisas comecei a cobrar, como ensinar a mexer no site do Imposto de Renda, se você faz algo de graça, as pessoas não colocam valor no seu trabalho e te veem como um meio fácil para elas não terem trabalho.

Ir para o exterior, morar fora do Brasil com essa blindagem, acredito que vai me ajudar muito na convivência com as pessoas. Pois sinto que é necessário ser assim para não deixar ser abusado por outras pessoas. Para mim a convivência com os outros é um fluxo, assim como um rio, algumas pessoas vêm, outras vão, aprendi a me desapegar nas relações, no final é você por você. 

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