Primeiras impressões dos Estados Unidos #014

Idioma

A primeira grande mudança foi perceber que não posso falar mais português. Não medi a dimensão que isso teria na minha vida, é como se parte da minha personalidade fosse tirada de mim. Meu inglês ainda não está 100%, estou melhorando, mas sinto que tenho que me desenvolver para me expressar nesse idioma. Nunca vai ser igual a sua língua nativa que você fala todo dia por quase 30 anos. Essa questão do idioma mexeu no meu psicólogo de uma forma que não estava preparado para isso. 

Primeiras impressões no aeroporto

Fiquei impressionado com o tamanho dos cílios postiços de algumas mulheres, achava que na minha cidade era exagerado, mas aqui os cílios são 3 ou 4 vezes maiores comprados aos maiores que vi no Brasil. Nem sabia que tinha essa moda de colocar cílios em outros países. Às vezes algo é tendência em vários países e nem damos conta.

Percebi que é mais comum ver homens negros com o cabelo mais comprido, no Brasil tem uma pressão para os homens negros terem o cabelo baixo, sim, tem os que deixam o cabelo grande, mas aqui achei mais livre em relação a isso, cada um usa o cabelo como quiser. 

A qualidade do papel toalha para secar as mãos é incrível. Parece até um pano de tão resistente que é. Nem sabia que poderia ter algo nessa qualidade. 

Achei o aeroporto não muito limpo, poderia ter uma limpeza mais pesada, mas o povo tem que colaborar também. 

Avião aqui para ir para cidade pequena é tipo um ônibus flutuante, é bem mais simples e não tem aquele ar de "chique" do Brasil. No embarque do passageiros, até uma musiquinha tinha. 

Comida

Achei a comida aqui barata, mesmo no aeroporto foi barato (mesmo com o dinheiro desvalorizado do Brasil, em São Paulo sairia mais caro que comer em Atlanta). Eu não sou uma pessoa que come muito, o pequeno deles ou a quantidade normal deles é muita comida para mim. Peguei o menor copo de refrigerante no aeroporto, enchi pela metade, pois seria muita coisa para mim.

No restaurante, não consegui comer tudo em nenhuma das vezes. Você pode pedir para levar para casa, eles te dão as embalagens de entrega e você mesmo embala para levar. 

Clima

Aqui na Carolina do Norte, o clima também me pegou de surpresa, aqui é úmido e quente no Verão. Nunca imaginei que passaria mais calor nos Estados Unidos que minha cidade no Brasil que é extremamente quente. Mesmo no termômetro no Brasil sendo mais alto, aqui a sensação na pele é diferente e mais "sofrido". Bom que todos os lugares são climatizados, então ninguém sofre por conta de calor. 

Também não estava preparado psicologicamente com essa questão da duração do dia. Já era 07 da noite, o sol torando no lado de fora, e minha mente processando como se fosse 04 da tarde. Pois onde morava não tinha muita variação da duração dos dias durante o ano, estava acostumado o sol se por entre unas 17 e 17:30. Além do idioma, vai ser outra coisa difícil para se adaptar também. 

Televisão

Aqui percebi que tem muito comercial de empresas de tecnologia, que no Brasil não fazem propaganda na TV, medicamentos e remédios para emagrecer e carros. As propagandas são bem longas e cansativas, você até esquece da programação que estava passando. Achei a TV muito cansativa para a minha mente, talvez é porque não é um formato que não estou acostumado. 

Banheiro

Achei muito legal o vaso sanitário daqui, a pressão da água é muito boa, suga tudo de uma vez para baixo. A qualidade do papel higiênico é diferente do Brasil, gostei mais da versão americana. Mas por outro lado, não gostei do chuveiro. Prefiro o chuveiro do Brasil que é elétrico, a água cai por cima e a água já sai quente. Aqui nos Estados Unidos tem que esperar a água esquentar, a água cai na lateral, achei horrível para lavar o cabelo. Os produtos que usei aqui, como shampoo e sabonete, senti que fazem menos espuma comparados as versões brasileiras. 

Cidade

Não achei a configuração da cidade muito prática. Na minha opinião é mais bonito que a configuração da maioria das cidades brasileiras, mas não é prático, uma coisa é muito longe da outra. Aqui carro é realmente uma necessidade. Moro numa cidade de 200 mil pessoas e não existe a possibilidade de ir no supermercado ou resolver qualquer coisa a pé. 

Geral

No geral minha impressão foi positiva, algumas coisas como a necessidade de usar carro, chuveiro diferente, etc já teria uma noção como seria, mas quando você vive na pele é diferente. Ainda não estou tendo convivência mais profunda com o pessoal daqui, espero conseguir me adaptar. 

Comentários

Postagens mais visitadas